Jovens começam a fugir da restauração

Falta de alunos deixa pratos vazios

Educação
Nuno Margarido

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Diminuição da população, diferentes ofertas profissionais, horários exigentes, remuneração não condizente com as expectativas… são várias as razões apontadas para um crescente desinteresse dos mais jovens nos cursos de restauração, em Vagos. Um cenário que não é inédito mas que, este ano, ganhou uma nova dimensão depois de o Colégio de Calvão não ter conseguido abrir qualquer turma e de a Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Vagos (EPADRV) ter aberto apenas meia turma, para a vertente de Cozinha-Pastelaria.


O mundo da restauração sempre foi uma das grandes mais-valias do concelho de Vagos. Não foi à toa que as três instituições de ensino do concelho começaram a disponibilizar cursos de formação profissional para colmatar as necessidades desta área, nas mais diversas vertentes. Procura que se tem vindo a desvanecer nos últimos anos mas que já foi imensa, como explicou Paulo Alves. “Houve alturas em que abríamos duas turmas, já chegámos a ter quase 50 alunos nas duas vertentes dos cursos de restauração. Agora temos 12 que é meio turma para Cozinha-pastelaria]. Uma intensa procura sem paralelo nos dias de hoje, com o diretor da EPADRV a explicar que a vontade de mudar de área também se evidencia na chegada ao mercado de trabalho. “Nós acompanhamos os alunos ao longo de três anos depois de saírem da instituição e a verdade é que vemos que uma grande parte dos alunos sai da área e vai para outras com, provavelmente, salários idênticos ou mesmo até inferiores”, continuou.


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