Aos 47 anos, Óscar Moura passeia-se por alguns dos relvados mais conhecidos do futebol nacional. Um passeio que procura criar o melhor tapete e o melhor palco para que o espetáculo desportivo seja valorizado. A’O Ponto, o gerente da empresa Mouraflores - que tem dado azo a algumas notícias pelo bom trabalho realizado - explica como trocou as vivendas pelos estádios e ainda abre a porta ao sonho de chegar a um dos melhores estádios nacionais: o Dragão.
O seu trabalho não começou logo pelos estádios, certo? Fale-me um pouco sobre isso.
Estive cerca de 12 a 15 anos em vivendas particulares e depois fui convidado por um diretor desportivo para trabalhar num relvado desportivo. Porquê? Porque eu fiz a casa do genro dele, eram 4 mil metros quadrados, um campo de futebol autêntico, e ele adorou aquilo. Ele disse-me que fazia parte do Águeda, adorou aquilo e falou comigo. Eu expliquei-lhe que aquela não era a minha área, eu tinha cerca de 100 vivendas para cuidar e passar de uma coisa para a outra… não tinha nada a ver.
Muito diferente?
Totalmente diferente. Relvas diferentes, variedades diferentes. Outro mundo. Mas eu acabei por aceitar o convite e fui lá ver o relvado. Explique-lhes que, da minha experiência de relvados domésticos, havia este, aquele e o outro problema e que era possível fazer isto e aquilo.
Isso foi quando?
Lá para 2014… já estou há 8 ou 9 anos nos relvados. Continuando, num mês conseguimos fazer lá uma boa intervenção e conseguimos um resultado brutal. Entretanto, a empresa que já lá estava continuou mas voltou a deixar cair aquilo tudo e a Câmara Municipal abriu um concurso para a entrada de uma nova empresa. Eu concorri, ganhei e estou lá desde então. Esse foi o cartão de visita para os outros sítios todos e nos orçamentos que envio tenho uma foto do relvado do estádio de Águeda.
[Entrevista completa no jornal impresso]