A Câmara e a Assembleia Municipal de Vagos promoveram, no dia 25 de abril, as comemorações do 52.º aniversário da Revolução dos Cravos. Pela primeira vez, o programa integrou a participação dos representantes das associações de estudantes das escolas do concelho. A iniciativa teve início na Praça da República, com um cortejo que culminou no hastear das bandeiras. A sessão solene prosseguiu no Centro de Educação e Recreio de Vagos (CER), onde decorreram as respetivas intervenções.
O presidente da Câmara Municipal de Vagos, Rui Cruz, escolheu a poesia para evocar a liberdade. “Ouvi dizer: germinou no canto da sala, por entre vozes que a tentavam calar... galgou a margem e inundou a cidade. O quê? Quem? O rio? Não! A liberdade”, disse. No seu discurso, refletiu sobre os contrastes entre o “antigo regime” e a situação atual da democracia, lamentando que, após décadas de reformas, Portugal pareça, por vezes, um “estado velho, esmagadoramente pesado e decadente”. Para o edil, as redes sociais e a falta de ética republicana têm corroído os princípios de Abril, restando apenas um porto seguro: o poder local.
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