Depois do apagão, região volta à normalidade

Vagos
Emidio

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Hoje, a situação foi em grande parte normalizada: a eletricidade foi restaurada, a água da rede voltou a ser distribuída sem constrangimentos, e os serviços essenciais, como escolas e centros de saúde, estão a funcionar normalmente. "Está tudo a 100%, não há nada a registar", afirmou o comandante dos Bombeiros de Vagos, José Fernando Rocha Santos. No entanto, ainda persistem algumas queixas de baixo sinal nas telecomunicações.

Na manhã de ontem, 28 de abril, um apagão generalizado afetou todo o território português, bem como outros países europeus. O corte de energia teve início às 11h33, mas foi a falha nas telecomunicações que realmente causou transtornos, fazendo com que muitos sentissem que "recuássemos alguns anos atrás".

Em conversa com o comandante dos Bombeiros de Vagos, José Fernando Rocha Santos, revelou que, "ontem tivemos sempre energia, como é óbvio", mas que o maior desafio foi a dificuldade nas comunicações. "Havia dificuldade em comunicar com o INEM. As pessoas tinham dificuldade em contactar o 112 e, por sua vez, também tinham alguma dificuldade em contactar os bombeiros", relatou. Como consequência, "chegou mesmo a haver um ou outro utente a ir ao quartel pedir ajuda para familiares que estariam a tentar contactar o INEM e não conseguiam".

Durante o apagão, os bombeiros prestaram apoio essencial em várias frentes. "Tivemos também aqui o apoio, a parte dos frigoríficos para alguns fármacos, para alguns centros de saúde, unidades locais de saúde e algumas farmácias que nos vieram aqui pedir apoio para armazenar vacinas e fármacos", disse o comandante.

Além disso, houve o caso de um agricultor que temia ficar sem água para os seus animais, pedindo apoio aos bombeiros para abastecer o depósito. "Tivemos também o constrangimento, no final do dia, de começar a falhar a água da rede também", explicou José Fernando Rocha Santos.

A resposta da comunidade também se fez sentir, com empresas locais a ajudarem a resolver os problemas causados pelo apagão. A Grupel, por exemplo, que tinha 2000 geradores em stock, vendeu 100 unidades em apenas uma hora, respondendo rapidamente à necessidade de energia gerada de emergência.

 

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