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A necessidade de pertença é uma característica humana.

Somos seres sociais, de relações. Procuramos nos outros aceitação e proximidade.

E é, muitas vezes, nessa procura, que nos podemos perder. 

Aceitando, cegamente, relações agressivas, muitas vezes com pessoas dotadas de traços de personalidade narcisista que, juntamente com crenças de não merecimento que vamos construindo no decorrer da infância, e ainda o medo que sentimos de ficarmos sós, nos levam a aceitar este ‘pouco’ que, demasiadas vezes, parece ser melhor que ‘nada’.

O amor não é, de facto - como, aliás, a maioria das coisas da vida - previsível. E também não é isso que o torna algo a evitar. Mas quando nos apaixonamos e escolhemos envolver-nos amorosamente com alguém, devemos saber, logo à partida, que estamos a expor-nos a um sem número de cenários possíveis, resultantes dessa escolha. E que, por isso, devemos estar bem despertos e conscientes.

Podemos estar certos de que todas as relações têm momentos de desafios e fragilidades, e que em todas as relações vão existindo alterações que acompanham o natural processo de desenvolvimento

e mudança de cada pessoa envolvida. No entanto, e apesar de ser verdade que não existem relações nem pessoas perfeitas, o ser imperfeito não deve ser sinónimo de insuportável.

Por isso, mais do que não se deixar enganar, não se engane a si. Ninguém merece ser vítima de manipulação ou agressão, seja de que tipo for.

Não é tarde para definir, construir os seus limites e fazer com que estes sejam ouvidos e respeitados.

E se se sente assoberbado, com medo, ou acha que está demasiado confuso para saber o que fazer, procure ajuda.

Proteja a sua vida e o seu bem-estar.

O amor multiplica. Se é amor, nunca nos poderá fazer sentir a definhar.


Autor: Inês da Rocha Martins


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